Tecnologia, 30 de Maio de 2017

Mídia locativa: o analógico que se tornou digital

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O conceito de mídia locativa foi criado em 2003 por Karlis Kalnins e definido em 2007 pelo professor André Lemos como o conjunto de tecnologias e fluxos info-comunicacionais no qual seus conteúdos estão diretamente vinculados a uma localidade. Ela se apropria de ambientes sociais, como os espaços urbanos, ressignificando-os para atribuir funções como monitoramento, vigilância, sinalização, geoprocessamento, etc.

Pode parecer complicado, mas a base para o seu entendimento é pensar em dispositivos que aliam informação com um lugar. A mídia locativa é algo que se vê na prática há muito mais tempo, como em placas sinalizadoras, semáforos, outdoors, cartazes e outros meios off-line que Lemos define como mídia locativa analógica.

O mesmo professor também traz o conceito de mídia locativa digital, que é a que abordaremos com mais detalhes neste artigo. Vamos entender como o tradicional se atualizou, como funciona atualmente e quais oportunidades oferece às empresas. Continue acompanhando!

A mídia locativa digital

Para compreendermos esse conceito, vamos retomar a ideia anterior de informação atrelada a um local. Nesse contexto, surgem os dispositivos tecnológicos e digitais, que passam a dar mobilidade, dinamismo e personalização ao fluxo de informações.

Essas novas mídias locativas surgem da junção das tecnologias e dos serviços baseados em localização. As tecnologias são as redes, como Wi-fi e GPS, e os dispositivos, como smartphones, tablets e notebooks. Já os serviços são como os aplicativos, rastreadores, realidade móvel ampliada e mapeadores.

Antes de irmos para os exemplos de mídias locativas digitais, mostraremos características que as diferenciam das analógicas/tradicionais. São elas:

Emissão e recepção de informação digital por redes sem fio e dispositivos móveis. Sai o fluxo estático e entra o dinâmico;

Banco de dados com informações locais e do usuário, facilitando a personalização do conteúdo;

Processamento de informação: os dispositivos recebem os dados emitidos pelos usuários ou pelos seus objetos, tornando o fluxo de informações variável e modificável de acordo com o contexto (cruzamento do lugar com o perfil do usuário).

Agora veremos como isso é aplicado na prática em exemplos de mídia locativa. Confira!

QR Code
O interessante do QR Code é que sua tecnologia permite trabalhar o off-line e o on-line juntos. Ex.: a leitura de um código em uma placa ou jornal feita por celular pode levar um conteúdo extra que seja consumido pela web. Costuma ser usado para enviar cupons de desconto ou promover um produto ou serviço.

Mapeamento/GPS
Talvez esse seja o exemplo mais prático da digitalização da mídia locativa. Os serviços baseados em geolocalização representam muito bem esse novo conceito, como é visto em aparelhos de GPS (Waze), sistemas de mapeamento (Google Maps) serviços como Uber e plataformas como o Google Meu Negócio.

Aplicativos
Os aplicativos são um dos recursos mais utilizados pelas marcas para se trabalhar com mídia locativa. Isso porque eles são mais completos e flexíveis, podendo agregar outros serviços em conjunto, como mapeamento, GPS, realidade virtual aumentada e rastreadores.

Eles podem se basear na localização e no perfil dos usuários para transmitir informações personalizadas. São os casos de aplicativos de bancos, agências de viagem e de restaurantes, que apontam os estabelecimentos mais próximos à localização momentânea do público. Esses apps também adiantam parte do serviço que seria feito apenas fisicamente, como o pagamento de boletos, a reserva de um quarto ou a escolha de um prato.

Bluetooth
O bluetooth é interessante para empresas que fazem ações locais de marketing. Geralmente o alcance não passa dos 100 metros, o que permite realizar estratégias em locais específicos, como em cinemas, que podem enviar conteúdos exclusivos de um filme para os clientes dentro da sessão.

A mídia locativa baseia-se na tríade informação – local – dispositivos tecnológicos. É o caminho para a customização dos espaços urbanos para os interesses individuais ou de pequenos grupos. Essa transição do analógico para o digital reduz a transmissão massificada de informações. Desse modo, as pessoas, em seus smartphones e com o auxílio das tecnologias móveis, passam a interagir somente com o que é pertinente a elas e ao contexto em que estão inseridas.

E você, compreendeu como a mídia locativa, da forma como ela é feita atualmente, modifica a vivência das pessoas na sociedade e o comportamento de consumo? Compartilhe a sua opinião conosco nos comentários!

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